quinta-feira, 14 de agosto de 2014

SENTIMENTOS DE INFERIORIDADE E SUPERIORIDADE - Antônio Roberto

O sentimento de inferioridade é fruto da imagem que cada um tem de si próprio. A auto-imagem é criada por opiniões inculcadas desde a infância e reforçada posteriormente por experiências vividas.
O que muita gente não sabe é que o sentimento de inferioridade é no fundo um sentimento de superioridade. É um sentimento de orgulho e onipotência.
Só se sente menos quem queria ser mais. Para quem quer ser Deus, ser humano é terrível. Desejamos ser onipotentes, oniscientes, onipresentes.
Quando nos deparamos com nossos limites e percebemos que somos transitórios, ignorantes e limitados pelo tempo, nos rejeitamos, nos sentimos inferiores. A baixa estima só ocorre quando nos comparamos com um modelo ideal de como “deveríamos” ser. Não existe ninguém superior ou inferior a não ser que nos comparemos. Cada pessoa é única e diferente das demais.
Cada um é de um tamanho, seja do ponto de vista físico, intelectual, emocional, social etc. Valorizar o que somos e temos em vez de valorizar o que falta é a única saída para o auto-amor. As conseqüências da inferioridade sentida aparecerão, sobretudo, nos relacionamentos. Pessoas com auto-estima baixa se relacionam mal. Tentam diminuir as outras pessoas com críticas e maus-tratos. É uma tentativa de se sentirem superiores.
A competição explícita ou velada também faz parte, e o que mais agrava é que confundimos o sentimento de inferioridade com humildade. Pessoas que se humilham, que falam mal de si próprias e que são submissas não são humildes.
A humildade é a capacidade de aceitar a realidade humana, com todas as suas mazelas e limites. Se não queremos sofrer, principalmente de depressão, devemos nos amar incondicionalmente.
Desenvolver nosso potencial, aquilo que nós somos, crescer cada vez mais e melhorar nossa vida é importante e necessário. Somos sementes que devem desabrochar. Isso é diferente de nos martirizarmos com pensamentos megalomaníacos, procurando em nós um super-homem que jamais existirá.



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