quarta-feira, 5 de outubro de 2011

APPLE ANUNCIA MORTE DE STEVE JOBS, CRIADOR DO MAC, IPHONE E IPAD

NOVA YORK - A Apple anunciou na noite desta quarta-feira que Steve Jobs, 56 anos, morreu.O executivo havia renunciado ao cargo de diretor-executivo da companhia em agosto por problemas de doença. Em 2004, Jobs teve um câncer no pâncreas, supostamente curado, e fez um transplante de fígado em abril de 2009.


"O brilhantismo de Steve, sua paixão e energia foram a fonte de inúmeras inovações que enriquecem e melhoraram a vida de todos nós. O mundo é incomensuravelmente melhor por causa de Steve", afirmou o conselho da Apple em comunicado.

A companhia não deu detalhes sobre a morte do executivo.
Segundo outro comunicado, da família de Jobs, ele "morreu em paz hoje cercado por sua família".

"Nós sabemos que muitos de vocês vão chorar conosco, e pedimos que respeitem nossa privacidade durante nosso tempo de tristeza."
Desde que Jobs reassumira a Apple, há 13 anos, a empresa viu suas ações subirem meteoricamente, multiplicando seu valor em quase cem vezes. Recentemente, a companhia tomou temporariamente da Exxon o título de mais valiosa do mundo.

Jobs fundou a Apple em 1976, com o engenheiro Steve Wozniak. Juntos, lançaram um dos primeiros computadores pessoais, o Apple II. Em 1984, surgia o primeiro dos computadores Macintosh (Mac), que formariam uma das mais influentes legiões de usuários da história da tecnologia. As MacWorlds - convenções semestrais em São Francisco e Nova York onde se anun$os lançamentos da Apple - tinham na conferência de abertura de Jobs seu ponto forte. O executivo seguia um roteiro preciso: começava com as novidades mais simples e passava às mais esperadas aos poucos, aumentando o suspense até dizer a frase "and there is one more thing" ("e tem mais uma coisa", em inglês), que prenunciava o lançamento principal. Foi assim, por exemplo, que ele lançou em 2000 o Cube, um desktop quadradinho, para uma plateia boquiaberta de macmaníacos. O computador foi descontinuado, mas o fascínio pela Apple permaneceu ao longo de vários anos de lançamentos, dos iMacs ao finíssimo MacBook Air.

Uma revolução com iPod, iPhone e iPad
Mas nem tudo foram flores na presidência inicial de Jobs na Apple. Ele ficou fora da empresa entre 1985 e 1997, período em que a Apple passou por tempos difíceis. Os lucros só voltaram em 1998, depois que Jobs reassumiu a cadeira de diretor-executivo no lugar de Gil Amelio.
Embora com a chegada da internet comercial em 1995 nem todas as grandes empresas fossem capazes de acompanhar a revolução on-line que se seguiu, a Apple, sob o comando de Jobs, se reinventou e se lançou em uma nova trilha no mundo da tecnologia ao abraçar a mobilidade. Primeiro, com o iPod, em 2001, que virou sinônimo de MP3 player; segundo, com o iPhone, em 2007, que virou de cabeça para baixo o mercado de smartphones; e terceiro, ao botar os tablets no mapa em 2010, com o iPad, o que ocasionou uma enxurrada de gadgets rivais, mas que não conseguiram lhe fazer frente até agora.
Os últimos nove anos foram particularmente lucrativos. O volume de vendas da Apple deu um salto assombroso: de US$ 5,4 bilhões em 2001 para US$ 65,2 bilhões em 2010, acumulando US$ 229 bilhões na década.
"Por liderar uma triunfal subida ao topo do mundo da tecnologia, desenvolver computadores e aparelhos que viraram a mesa do mercado e proporcionar ao seus investidores um retorno estelar, Steve Jobs é o CEO (diretor-executivo) da década", escreveu o MarketWatch.

Segundo disseram fontes ao "Wall Street Journal", Jobs continuou a se envolver com a estratégia de produtos da Apple mesmo quando estava de licença, e deve continuar a trabalhar em conjunto com Tim Cook sempre que a saúde permitir. Em março deste ano, esteve na conferência de lançamento do iPad 2, e em junho também compareceu ao evento anual de programadores da Apple. Nas duas ocasiões, Jobs estava magro e visivelmente enfraquecido.
Investidores se mostraram preocupados com o futuro da empresa. "Este foi um momento 'quando', e não um momento 'e se'", disse ao "WSJ" o diretor do fundo Thrivent, nos EUA. E Charles O' Reilly, analista da Universidade de Stanford, disse que a Apple "enfrentará um grande desafio, já que sempre foi fortíssima a influência de Jobs em sua cultura corporativa e estratégia".
Fonte:O Globo

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